O Tribunal de Contas da União (TCU) está apurando os custos e a legalidade da operação que trouxe a ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia, ao Brasil em abril deste ano, em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). O caso ganhou repercussão após a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) protocolar um pedido de investigação e questionar o sigilo de cinco anos imposto aos dados da operação.
A apuração, que segue em caráter sigiloso, ainda não tem documentos públicos disponíveis. Caroline de Toni já havia manifestado críticas à presença de Heredia no Brasil por meio de suas redes sociais, sugerindo tratamento desigual em relação aos presos pelos atos de 8 de janeiro.
A ex-primeira-dama peruana, condenada por lavagem de dinheiro junto ao marido, o ex-presidente Ollanta Humala, foi acolhida pelo governo brasileiro sob a justificativa de “proteção humanitária”. Segundo o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, o asilo foi concedido devido ao estado de saúde de Heredia, que afirma enfrentar um câncer, além de alegar perseguição política no Peru.
Nadine Heredia chegou ao Brasil no dia 16 de abril, acompanhada do filho, após pedir abrigo na embaixada brasileira em Lima. Diferente do marido — que foi preso logo após a condenação —, Heredia não compareceu ao tribunal e, depois do veredito, buscou proteção diplomática.
O TCU agora deve analisar não apenas os gastos com o transporte em aeronave oficial, mas também o sigilo imposto sobre essas informações. A polêmica reacende o debate sobre critérios de concessão de asilo e o uso de recursos públicos em ações diplomáticas e humanitárias.
*Pleno News.



