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Suspeito de tentativa de feminicídio tenta contato com família da vítima enquanto permanece foragido em MS

A Polícia Civil de São Gabriel do Oeste, a 133 km de Campo Grande, segue à procura de Vilmar Meza da Silva, investigado por esfaquear a ex-companheira, a professora Indiamara Vendruscolo, de 44 anos. O crime ocorreu na última segunda-feira (14), e desde então o suspeito está foragido.

Mesmo sob investigação e alvo de buscas, Vilmar tem enviado mensagens a familiares e pessoas próximas à vítima. A informação foi divulgada pelo site Edição MS e confirmada pelo delegado Matheus Vital, responsável pelo caso. O conteúdo dessas mensagens, no entanto, não foi revelado pelas autoridades.

Professoras, amigos e familiares recebem mensagens

Além dos familiares da professora, amigos próximos também teriam sido contatados pelo investigado. As mensagens ainda estão sob análise da polícia, que não confirmou se representam qualquer tipo de ameaça.

As autoridades acreditam que Vilmar possa estar escondido em regiões de difícil acesso do Pantanal sul-mato-grossense, local com o qual ele teria familiaridade. Por esse motivo, a Polícia Civil reforça o pedido de apoio da população para ajudar nas buscas. Informações podem ser repassadas de forma anônima pelo telefone 190 ou via WhatsApp: (67) 3295-1480.

O crime

Segundo a apuração, Indiamara foi atingida por oito facadas durante uma discussão. Três das perfurações foram consideradas profundas, enquanto outras cinco foram superficiais. Após o ataque, a professora conseguiu procurar atendimento no hospital municipal da cidade e, devido à gravidade dos ferimentos, foi transferida para Campo Grande, onde permanece internada.

A investigação está em andamento e o caso é tratado como tentativa de feminicídio.

Mobilização por justiça e apoio à vítima

Nas redes sociais, familiares e amigos de Indiamara publicaram mensagens de apoio e pedidos de orações. Um tio da professora relatou: “Peço orações por minha sobrinha, está hospitalizada. Ela sofreu tentativa de feminicídio”.

Outras manifestações cobram a prisão do suspeito e pedem justiça pelo ocorrido.