O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta segunda-feira (9), às 14h, os interrogatórios dos réus do núcleo 1 da ação penal que investiga uma suposta trama de tentativa de golpe de estado.
Os depoimentos ocorrerão ao longo da semana na sala da Primeira Turma do STF e serão transmitidos ao vivo pela TV Justiça. Entre os dias 9 e 13 de junho, o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, ouvirá presencialmente o ex-presidente Jair Bolsonaro, o general Walter Braga Netto e outros seis acusados.
O primeiro a depor será o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator do caso. Nos dias seguintes, os interrogatórios acontecerão a partir das 9h, seguindo ordem alfabética dos réus.
Durante as oitivas, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e as defesas terão oportunidade de formular perguntas aos acusados.
O general Braga Netto, que está preso desde dezembro de 2024 deporá por videoconferência.
Ordem dos depoimentos:
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Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
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Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
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Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
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Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal;
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Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
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Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
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Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
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Walter Braga Netto.
O interrogatório é uma das últimas etapas da ação penal, cujo julgamento está previsto para o segundo semestre deste ano. Caso sejam condenados, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
Conforme previsto na Constituição, os réus podem optar por não responder perguntas que possam incriminá-los, garantindo o direito ao silêncio.



