O velório de Ryan da Silva Andrade Santos, de apenas quatro anos, ocorrido nesta quinta-feira (7) no Cemitério Municipal da Areia Branca, em Santos (SP), foi marcado por um clima de tensão e discussões entre o ouvidor das Polícias do Estado de São Paulo, Cláudio Silva, e policiais militares presentes no local.
Durante a cerimônia, o ouvidor Cláudio Silva questionou a presença de policiais no velório e considerou a ação desrespeitosa com a família enlutada. Ryan foi morto durante uma operação policial que resultou em troca de tiros com suspeitos, na noite da última terça-feira (5).
A morte de Ryan e a versão da Polícia Militar
Segundo a Polícia Militar, o tiroteio que vitimou Ryan aconteceu durante um patrulhamento, no qual os agentes teriam sido atacados por um grupo de aproximadamente dez pessoas.
Em resposta, os policiais dispararam e, em meio ao confronto, Ryan acabou sendo atingido por um disparo, que, conforme admitido pelo porta-voz da PM, coronel Emerson Massera, provavelmente partiu de uma arma policial.
No tiroteio, dois adolescentes também foram atingidos. Um jovem de 17 anos morreu, enquanto outro, de 15 anos, foi levado ao hospital sob escolta policial.
Investigação e afastamento dos policiais
Nenhum dos policiais envolvidos na operação usava câmera corporal, já que a ocorrência foi em uma área sem o equipamento. A Secretaria de Segurança Pública informou que todos os policiais envolvidos foram afastados das atividades operacionais, enquanto a corregedoria conduz a investigação.
AGORA EM SANTOS | Policiais do 21º BPM estiveram em frente ao Cemitério da Areia Branca, em Santos/SP, nesta quinta-feira (7/11). No local, ocorria o velório de Ryan da Silva Andrade Santos, de 4 anos, morto na terça (5/11), durante ação policial no Morro São Bento. pic.twitter.com/erRTUrKblb
— Ponte Jornalismo (@pontejornalismo) November 7, 2024



