O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul encaminhou denúncia ao Ministério das Mulheres a respeito da restrição de acesso de jornalistas à Casa da Mulher Brasileira, em Campo Grande, na manhã desta terça-feira.
A medida, que impediu o trabalho de profissionais da imprensa, gerou preocupação na categoria e levantou questionamentos sobre a transparência das ações da instituição, que passa por crise desde a trágica morte da jornalista Vanessa Ricarte, vítima de feminicídio. Antes de seu falecimento, Vanessa encaminhou áudios denunciando as falhas da polícia civil em seu atendimento, como a falta de escolta para que ela pudesse ir para sua residência.
Em seu ofício, o sindicato solicita esclarecimentos sobre os motivos que levaram à restrição do acesso da imprensa, questionando qual o protocolo adotado para o atendimento de solicitações de entrevistas e visitas de jornalistas, e como a Casa da Mulher Brasileira pretende garantir o direito à informação e a transparência de suas ações. Também foi encaminhado para a Presidência da República e para a Prefeitura de Campo Grande, responsável pela coordenação do prédio.
Apesar de não haver resposta formal, após a remessa do ofício pelo sindicato, a Casa da Mulher Brasileira voltou atrás na decisão e permitiu o acesso dos jornalistas ao local.
A imprensa tem um papel fundamental na fiscalização das ações do poder público e na divulgação de informações de interesse público. A liberdade de imprensa é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal e é essencial para o funcionamento de uma democracia. Ao restringir o acesso de jornalistas, a Casa da Mulher Brasileira prejudica o debate público sobre um tema de grande importância social.




























