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Sigilo cresce sob governo Lula e expõe contradição no discurso de transparência

O presidente Lula. Foto: Gustavo Moreno/STF.

Levantamento com base em dados oficiais da Lei de Acesso à Informação (LAI), obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, mostra que o uso do sigilo cresceu de forma expressiva no governo Lula. Em 2025, quase 40% dos pedidos negados foram barrados sob justificativa de sigilo — o maior índice desde 2020.

Os números contrariam o discurso adotado durante a campanha e repetido pelo Planalto. Apenas no último ano, mais de 10,8 mil pedidos foram indeferidos, recorde histórico, enquanto o tempo médio de resposta subiu para 13,9 dias, o pior patamar desde 2018.

Ao mesmo tempo em que amplia o sigilo sobre gastos da Presidência, viagens da primeira-dama, uso do cartão corporativo e despesas relacionadas a eventos internacionais, o governo reforça a fiscalização sobre a população, com monitoramento mais rígido de transações financeiras, como Pix e pagamentos por aproximação.

Especialistas e entidades de controle alertam para uma inversão preocupante: mais controle sobre o cidadão e menos transparência sobre o uso do dinheiro público. A reação do governo a relatórios da Transparência Internacional, com ataques à credibilidade da ONG, também acendeu alertas sobre o enfraquecimento do controle social.

📌 Fontes: dados oficiais da LAI, levantamento do Estado de S. Paulo, relatórios da Transparência Internacional e análises da Transparência Brasil e do Ranking dos Políticos.