A nomeação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enfrenta forte oposição no Senado antes mesmo da sabatina marcada para 10 de dezembro. Bancadas evangélicas e grupos de oposição têm sinalizado pouca disposição para recebê-lo, apesar das tentativas do advogado-geral da União de dialogar com diferentes setores. Parlamentares afirmam que há desconfiança sobre seu alinhamento político e sobre critérios gerais de indicação ao tribunal.
Messias buscou aproximação com a Frente Parlamentar Evangélica e com partidos da oposição, mas encontrou resistência. Senadores desses grupos alegam desconforto com decisões recentes da AGU, especialmente em temas ligados às emendas parlamentares e à defesa do governo em pautas sensíveis. Mesmo conversas individuais, como a realizada com o senador Izalci Lucas, indicam que o cenário não é favorável e que a votação secreta aumenta a imprevisibilidade sobre o resultado.
No Planalto, a articulação política foi reforçada para tentar reverter o clima adverso. Lula se reuniu com o relator da indicação, Weverton Rocha, que deve apresentar parecer favorável, embora o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tenha criticado atrasos no envio da documentação necessária. Para ser aprovado, Messias precisa de 14 votos na CCJ e 41 no plenário. Nos bastidores, porém, parlamentares avaliam que a resistência é significativa, deixando sua confirmação ainda incerta.
As informações são do portal Enfoque MS.



