AGORA
AGORA NO PORTAL

Últimas matérias

Segundo debate de candidatos: Confrontos diretos e Adriane Lopes sob fogo cruzado

Candidato à prefeitura de Campo Grande durante o debate. (Foto: Primeira Pagina)

Nesta quarta-feira (21), os candidatos à prefeitura de Campo Grande se reuniram pela segunda vez para debater as suas propostas para a cidade. Em relação ao primeiro encontro, o debate trouxe uma evolução significativa, que na primeira vez, havia se concentrado exclusivamente no tema da educação.

Com uma pauta mais abrangente, os proponentes ao cargo de prefeito da maior cidade do MS, tiveram a oportunidade de abordar uma variedade de problemas que afetam o município, destacando-se a obrigatoriedade de discutir temas sorteados, além das perguntas livres.

Continue após a publicidade

Adriane Lopes (PP), a atual prefeita, foi o alvo principal dos adversários, mas não se intimidou e partiu para o ataque quando teve oportunidade. Durante o debate, Adriane questionou Beto Pereira sobre a construção do hospital municipal, um tema sensível para a população. Beto, por sua vez, não deixou barato e questionou a prefeita sobre o baixo crescimento da Capital, mantendo o tom acirrado do embate.

Em um dos momentos mais intensos do debate, Adriane foi confrontada por Beto Pereira e Rose Modesto (União) sobre sua gestão. Adriane defendeu-se, argumentando que, por estarem em Brasília, seus adversários não acompanhavam de perto os desafios enfrentados pela cidade. Rose, contudo, rebateu duramente, acusando Adriane de mentir, apontando a existência de várias obras de escolas infantis inacabadas.

Camila Jara (PT) também entrou na discussão, criticando a prefeita pela gestão do centro da cidade. Camila afirmou que, após usar a guarda municipal contra a população, Adriane só então percebeu a necessidade de revitalizar o centro. Adriane respondeu que as decisões foram tomadas apenas após assumir oficialmente a gestão, o que levou Camila a rebater, lembrando que a prefeita esteve por anos ao lado do ex-prefeito, o que, segundo ela, deveria ter garantido uma ação mais proativa.

Beto Figueiró (Novo), que havia protagonizado momentos inusitados no primeiro debate ao discutir com a plateia e atacar Luso Queiroz (PSOL), desta vez adotou uma postura mais comedida. No entanto, não deixou de causar polêmica ao fugir dos temas locais e questionar Beto Pereira sobre como votaria no impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Pereira, por sua vez, o corrigiu, lembrando que tal decisão cabe aos senadores, não aos deputados.

O debate, apesar de não ser o mais acirrado, mostrou uma evolução na discussão dos problemas da Capital, com os candidatos demonstrando maior preparo ao abordar temas variados que impactam diretamente a vida dos eleitores.