O rapper Oruam, de 23 anos, foi preso nesta quinta-feira (20) na região da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O artista, nome de batismo Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, é filho de Marcinho VP, um dos traficantes e assassinos mais conhecidos do estado, atualmente preso desde 1996. A prisão de Oruam ocorreu após uma manobra perigosa com seu carro, o famoso “cavalo-de-pau”, o que levou à sua detenção.
Conhecido por suas letras que abordam a vida nas periferias, a desigualdade social, a violência e a ostentação, Oruam é um dos nomes mais destacados do rap nacional e do gênero trap. No entanto, o rapper é amplamente criticado por suas composições, que muitos consideram uma apologia ao crime. Ao longo de sua carreira, Oruam expressou apoio a criminosos notórios como seu próprio pai, Marcinho VP, e Elias Maluco, responsável pela morte do jornalista Tim Lopes. Em um show em São Paulo, em março de 2024, ele gerou polêmica ao pedir a libertação de Marcinho VP, o que provocou críticas de seus seguidores nas redes sociais.
Oruam é também conhecido por seu envolvimento próximo com o tráfico de drogas, sendo admirador de figuras como Elias Maluco, a quem se refere como “tio” e a quem dedicou uma tatuagem na barriga. Com mais de 13 milhões de ouvintes mensais no Spotify, o rapper continua a se destacar no cenário musical, com hits como “Diz aí qual é o plano?”, “Rolé na favela de nave”, “Horas iguais” e “Oh garota, eu quero você só pra mim”, esta última com a participação de MC Tuto e Zé Felipe.
A prisão de Oruam levanta questões sobre a influência de sua música e seu apoio a figuras criminosas, refletindo o impacto de suas letras na cultura popular e nas discussões sobre apologia ao crime.





























