Às vésperas da análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Supremo Tribunal Federal (STF), ainda não se reuniu com o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre. A ausência de diálogo direto ocorre após meses de tramitação da indicação e às vésperas da sabatina marcada para esta semana.
Antes da etapa na CCJ, Messias percorreu o Senado em busca de apoio, visitando a maioria dos parlamentares, inclusive integrantes da oposição. Entre os poucos que não receberam o indicado está Alcolumbre, que anteriormente demonstrou preferência por outro nome para a vaga aberta com a saída de Luís Roberto Barroso. Nos bastidores, fatores políticos e agendas divergentes são apontados como entraves para o encontro.
Para avançar no processo, o indicado precisa de maioria simples na CCJ e, posteriormente, alcançar ao menos 41 votos no plenário do Senado. Aliados do governo avaliam que há apoio suficiente para aprovação, embora o cenário seja considerado equilibrado. Enquanto isso, o Palácio do Planalto mantém articulações com lideranças como Otto Alencar e Jaques Wagner para consolidar votos.
As informações são do portal Metrópoles.



