A guerra entre Rússia e Ucrânia, além do front físico, abriu espaço para uma nova batalha: a digital. Plataformas online e redes sociais estão sendo utilizadas por ambos os lados para monitorar estrangeiros envolvidos no conflito, entre eles brasileiros que se alistaram voluntariamente ou sob suspeita de coação. A Ucrânia divulgou recentemente uma lista com 38 nomes ligados à 144ª Divisão russa, enquanto canais associados ao Kremlin mantêm registros atualizados de combatentes estrangeiros que atuam ao lado dos ucranianos.
Há denúncias de que alguns brasileiros tenham sido recrutados por meio de falsas promessas de emprego e, ao chegarem à Rússia, foram obrigados a assinar contratos militares. Um desses casos é o de Caio Henrique de Lima, que teve sua ida ao front relatada como forçada por familiares, mas posteriormente negada por ele próprio. Em paralelo, a Ucrânia promove o alistamento na chamada Legião Internacional, oferecendo salários que variam conforme a função e o risco da missão, com página oficial disponível em português.
Segundo estimativas não oficiais, cerca de 100 brasileiros estariam hoje integrados às forças ucranianas. Do outro lado, canais ligados ao governo russo já identificaram pelo menos 58 brasileiros atuando ou já mortos no conflito. O número de vítimas brasileiras soma pelo menos nove desde 2022, com outros 14 desaparecidos. As plataformas usadas por ambos os países se tornaram verdadeiros bancos de dados de combatentes, intensificando a exposição e o risco para quem decide participar do conflito longe de casa.
Fonte: Metrópoles.



