O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), apresentou nesta sexta-feira (27) o relatório final da comissão, com recomendação de indiciamento de 218 pessoas. A conclusão ocorre após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que impediu a prorrogação dos trabalhos. O documento, com mais de 4 mil páginas, reúne apurações sobre possíveis irregularidades envolvendo empresários, servidores públicos e agentes políticos.
Entre os nomes mencionados está o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República. Apesar de não ser formalmente investigado pela Polícia Federal, ele foi citado ao longo das investigações e teve o indiciamento sugerido pelo relator com base em indícios apontados no relatório. A defesa nega qualquer irregularidade. O texto também menciona a atuação de empresários apontados como operadores do suposto esquema.
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A CPMI não tem poder de indiciar, cabendo à Procuradoria-Geral da República avaliar as recomendações e decidir sobre eventual abertura de ações. O relatório também sugere que a Polícia Federal aprofunde investigações em pontos que não avançaram durante os trabalhos. Parlamentares da base governista articulam a apresentação de um texto alternativo, o que deve gerar debate na etapa final de votação do parecer.
As informações são do portal CNN Brasil.



