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Policial

Rapper de MS pode ter sido assassinada por fazer “sinais de facção”; Polícia investiga

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A morte brutal de Laysa Moraes, conhecida como La Brysa, rapper de 30 anos, está sendo investigada como homicídio pela Polícia Civil de Mato Grosso. O corpo da artista foi encontrado na última quinta-feira (9) por um pescador, às margens do rio Cuiabá. Ela estava desaparecida desde o dia 3 de janeiro.

Quando encontrado, o corpo de La Brysa estava amarrado a uma lata de tinta preenchida com concreto e enrolado em um tapete. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu que a causa da morte foi afogamento, indicando que a cantora foi jogada ainda viva no rio, conforme confirmado pela presença de areia em seus pulmões.

Uma das linhas de investigação sugere que a rapper pode ter sido morta em retaliação a publicações nas redes sociais em que fazia com as mãos gestos associados a facções criminosas. A polícia investiga se os sinais, mesmo que feitos sem intenção criminosa, possam ter provocado uma represália violenta.

Amigos da cantora, preocupados com o desaparecimento, foram até a casa de La Brysa no bairro Santa Isabel, em Cuiabá, no dia 7 de janeiro. Eles encontraram a porta destrancada e todos os pertences da artista intactos. Não havia sinais de luta ou invasão no local.

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A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) ouviu amigos, vizinhos e pessoas próximas à artista. Segundo as testemunhas, La Brysa era conhecida como uma pessoa tranquila e querida. Um homem com quem a cantora tinha envolvimento também prestou depoimento. Até o momento, não foram identificadas desavenças ou conflitos pessoais que pudessem motivar o crime.

Sinais e gestos que podem ser mal interpretados

Alguns gestos aparentemente inofensivos têm sido associados a facções criminosas, levando a episódios de violência. Entre eles:

  • “Paz e Amor” ou “Vitória”: Indicador e médio levantados formando um “V”; associado ao Comando Vermelho (CV).
  • “Chifrinhos”: Dedos mínimo e indicador levantados; relacionado ao Bonde do Maluco (BDM).
  • “Três Dedos”: Indicador, médio e anelar levantados; associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Repercussão e investigações em andamento

O caso de La Brysa trouxe à tona discussões sobre a violência e a falta de segurança em Cuiabá. A polícia continua investigando o crime, sem descartar outras hipóteses, e busca identificar os autores do assassinato.

A brutalidade do caso serve de alerta para a necessidade de cautela nas redes sociais, especialmente em regiões marcadas pela atuação de facções criminosas.

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