O Partido dos Trabalhadores (PT) vai oficializar na próxima segunda-feira (11), em reunião em Campo Grande, sua saída da base de apoio ao governo de Eduardo Riedel (PSDB) em Mato Grosso do Sul. A informação foi confirmada pelo presidente regional da sigla, o deputado federal Vander Loubet. Segundo ele, o partido passará a atuar como oposição programática à atual gestão estadual.
De acordo com reportagem do Primeira Página, a decisão já está tomada e será apenas formalizada no encontro. Vander afirma que a ruptura foi motivada pelas recentes manifestações públicas de Riedel em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pelas críticas feitas ao Supremo Tribunal Federal (STF).
“Será uma oposição programática”, reforçou o deputado, que não acredita que a saída da base prejudique projetos em andamento no estado, especialmente aqueles com recursos do governo federal.
Atualmente, o PT tem dois deputados federais, três estaduais e três vereadores em Campo Grande, além de ocupar cargos no governo estadual, como o comando da Agraer, uma secretaria-executiva na Semadesc e algumas subsecretarias.
Durante sessão da Assembleia Legislativa nesta quinta-feira (7), o deputado estadual Zeca do PT também defendeu o rompimento com o governo Riedel. “Encerrei definitivamente qualquer possibilidade de um doce sonho ou uma doce ilusão […] de que era possível conciliar num projeto democrático popular os interesses de todos os campos em torno do desenvolvimento do estado”, declarou.
A saída formal do PT deve provocar mudanças no cenário político e administrativo do estado nos próximos meses, especialmente com relação ao espaço ocupado pelo partido na atual gestão.
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