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Proprietários do Nasa Park são multados em R$ 2,65 milhões por desastre ambiental

Multa por rompimento de barragem no Nasa Park ultrapassa R$2 milhões – Marcelo Victor

Os proprietários do condomínio de luxo Nasa Park, localizado em Jaraguari (MS), foram multados em um total de R$ 2,65 milhões devido ao rompimento de uma barragem que provocou um grave desastre ambiental na região. Anselmo Paulino dos Santos e Alexandre Alves Abreu, sócios administradores da empresa responsável pelo empreendimento, receberam multas individuais de R$ 2,5 milhões cada, enquanto a empresa foi multada em R$ 100 mil.

A penalidade foi imposta pelo Governo do Estado após uma análise minuciosa dos danos causados pelo colapso da barragem. Segundo laudos técnicos, o desastre resultou na contaminação de recursos hídricos, destruição de habitats naturais e impactos severos na fauna e flora locais.

As multas se baseiam em múltiplas infrações ambientais, incluindo a ausência de licenças adequadas para a construção e operação da barragem, poluição e danos à biodiversidade. Além das penalidades financeiras, as autoridades esperam que o caso sirva como exemplo para outros empreendedores, incentivando práticas mais responsáveis.

Impacto do Desastre

O rompimento da barragem no Nasa Park causou danos significativos na região, incluindo prejuízos financeiros e emocionais para os moradores do condomínio e das comunidades vizinhas. A inundação de casas, danos à infraestrutura e a perturbação do equilíbrio ecológico local são algumas das consequências do incidente.

As autoridades ambientais estão acompanhando a situação de perto e exigiram que a empresa adote medidas corretivas para reparar os danos causados. Além das multas, os responsáveis pelo desastre poderão responder por crimes ambientais.

Laudo Técnico

Um laudo técnico elaborado pelo Imasul foi divulgado pelo governo, revelando que o rompimento da barragem resultou no escoamento abrupto de aproximadamente 693.455 m³ de água, afetando os municípios de Jaraguari e Campo Grande. O laudo teve como objetivo quantificar e qualificar os danos ambientais, proporcionando uma base técnica para as ações punitivas e corretivas subsequentes.

O documento também apontou que a Licença de Operação nº 41/2014, que regulamentava os loteamentos Nasa Park I e II, estava vencida, tornando as operações irregulares. Além disso, as barragens no córrego Estaca estavam funcionando sem a devida licença ou autorização do órgão ambiental competente, configurando uma grave irregularidade.

Instruções

Os proprietários do loteamento foram instruídos a regularizar as barragens existentes, apresentar um laudo técnico detalhando as causas do rompimento e implementar um “Programa de Recuperação das Áreas Degradadas”. Também será necessário monitorar continuamente a qualidade das águas e do solo afetados para garantir a recuperação dos ecossistemas.

Com informações da Folha de Campo Grande.