A Polícia Civil prendeu quatro pessoas nesta quarta-feira (22) por envolvimento na revenda de 800 toneladas de carne contaminada que ficaram submersas na lama durante as enchentes que atingiram Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, entre abril e maio do ano passado. A ação, conduzida pela Delegacia do Consumidor (Decon) e chamada “Operação Carne Fraca”, revelou um esquema de adulteração de alimentos impróprios para o consumo humano.
As investigações apontaram que a carne foi comprada pela empresa Tem Di Tudo Salvados, de Três Rios (RJ), com a justificativa de ser destinada à produção de ração animal. No entanto, os produtos passaram por processos para maquiar sua deterioração antes de serem revendidos como alimento para consumo humano. Entre os detidos está Almir Jorge Luís da Silva, sócio da empresa, que teria obtido lucros de até 1.000% com a operação ilegal. Segundo a polícia, a carne, avaliada em R$ 5 milhões, foi comprada por apenas R$ 80 mil.
O caso foi descoberto após um frigorífico do Rio Grande do Sul identificar lotes descartados em embalagens que voltaram a circular no mercado. As autoridades agora investigam outras empresas que possam ter adquirido a carne adulterada e rastreiam a distribuição dos produtos contaminados. Os acusados responderão por crimes como associação criminosa, receptação e adulteração de alimentos, que podem resultar em penas severas devido ao risco à saúde pública.



