A Polícia Civil finalizou a investigação sobre o homem acusado de torturar e ameaçar duas mulheres durante um ritual religioso no Jardim Nhanhá, em Campo Grande. O indiciamento foi formalizado e o caso segue agora para o Ministério Público, que decidirá se apresenta denúncia ou solicita novas diligências. O processo será analisado pelo Juizado Especial Criminal da Capital. A polícia também constatou que o suspeito já tinha antecedente por violência doméstica, registrada em 2019, quando chegou a ser alvo de medida protetiva.
As vítimas, de 21 e 44 anos, relataram ter sido submetidas a práticas abusivas durante um ritual conduzido pelo investigado, que afirmava ter incorporado uma entidade espiritual. Segundo o boletim de ocorrência, sete mulheres participavam da sessão e foram obrigadas a permanecer de pé por longos períodos, ingerir bebida alcoólica e realizar ações que causaram queimaduras nas mãos. Houve ainda relatos de ameaças caso alguma participante manifestasse outra entidade sem autorização.
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Mesmo após as denúncias, o acusado teria retomado atividades espirituais em Campo Grande, mantendo um perfil nas redes sociais para divulgar atendimentos. As publicações mostram serviços como banhos e búzios, porém sem disponibilizar número de contato. O suspeito não se pronunciou publicamente sobre o caso.
Com informações do portal TopMídia.



