A Polícia Militar afastou temporariamente os agentes que faziam a escolta de Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, empresário e delator, executado na última sexta-feira (22) na área de desembarque do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). Quatro militares compunham a equipe de segurança privada de Gritzbach, e, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), suas ações serão investigadas pelas corregedorias das polícias Civil e Militar.
O crime ocorreu quando Gritzbach foi atingido por vários disparos de fuzil realizados por dois homens encapuzados, armados e com coletes à prova de balas, que fugiram em seguida. A namorada do empresário, que presenciou o ataque, e os policiais envolvidos na escolta já prestaram depoimento, e celulares, veículos da escolta e o carro usado pelos atiradores foram apreendidos.
Imagens de segurança mostram o momento exato em que os atiradores atacaram o empresário. A ação deixou, além de Gritzbach, dois homens e uma mulher feridos. As investigações seguem conduzidas pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que analisa a possível relação entre o crime e o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção com a qual o empresário teve conflitos e sobre a qual fez revelações em um acordo de delação.



