A Petrobras registrou um prejuízo de R$ 2,6 bilhões no segundo trimestre de 2024, sendo este o primeiro resultado negativo da companhia desde o segundo trimestre de 2020. Este foi o primeiro balanço sob a liderança de Magda Chambriard, que assumiu o comando após a saída de Jean Paul Prates, que enfrentou uma série de controvérsias relacionadas à distribuição de dividendos extraordinários.
Apesar de não terem sido distribuídos dividendos extraordinários desta vez, os acionistas ainda receberão R$ 13,57 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio (JCP), pagos em duas parcelas, nos dias 21 de novembro e 20 de dezembro deste ano.
Razões para o prejuízo da Petrobras
O prejuízo não foi uma surpresa, sendo atribuído principalmente à queda na produção de petróleo, já conhecida há cerca de uma semana, e à defasagem nos preços dos combustíveis. Outros fatores que contribuíram para o resultado negativo foram um acordo bilionário entre a Petrobras e o governo relacionado a questões tributárias e a desvalorização do real.
Ainda assim, o prejuízo foi maior do que o esperado. No segundo trimestre de 2023, a Petrobras havia registrado um lucro líquido de R$ 28,782 bilhões, enquanto no primeiro trimestre de 2024, o ganho foi de R$ 23,7 bilhões.
O Ebitda (Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) da empresa caiu para R$ 49,740 bilhões, representando uma queda de 12,3% em relação ao ano anterior e de 17,2% em comparação ao trimestre anterior.
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