Um abaixo-assinado criado na internet ultrapassou a marca de 120 mil assinaturas após a eleição da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. A petição foi lançada no dia 11 de março pela pré-candidata a deputada federal Sophia Barclay e propõe a abertura de um debate sobre os critérios de representatividade para a condução do colegiado.
Hilton foi eleita com 11 votos e tornou-se a primeira parlamentar trans a presidir a comissão. Durante a votação, 10 deputados registraram voto em branco. A vice-presidência do colegiado ficou com a deputada Laura Carneiro (PSD-RJ).
A escolha gerou manifestações contrárias de algumas parlamentares. Deputadas como Greyce Elias (Avante-MG), Rosângela Moro (União Brasil-PR) e Delegada Ione (Avante-MG) argumentaram que a comissão foi criada para tratar de temas específicos relacionados à realidade das mulheres. O debate também repercutiu fora do Congresso, ampliando discussões nas redes sociais sobre representatividade e o papel do colegiado.
As informações são do portal Pleno News.



