A Polícia Federal concluiu, nesta segunda-feira, a perícia na tornozeleira eletrônica utilizada por Jair Bolsonaro e identificou sinais de tentativa de violação. O laudo do Instituto Nacional de Criminalística aponta danos significativos provocados por fonte de calor concentrado, compatíveis com a confissão do ex-presidente de que usou um objeto aquecido para danificar o equipamento.
Os peritos verificaram que a área atingida apresenta marcas típicas de contato direto com metal aquecido. A análise foi feita por especialistas em microvestígios e eletrônica, responsáveis por avaliar possíveis interferências no funcionamento do dispositivo. Com a danificação, o governo do Distrito Federal precisará arcar inicialmente com a multa pela troca da tornozeleira, no valor de R$ 737,52, podendo depois cobrar o ressarcimento de quem causou o dano.
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A situação foi citada no voto do ministro Alexandre de Moraes, que manteve a prisão preventiva de Bolsonaro ao afirmar que houve descumprimento consciente das medidas impostas. O ex-presidente segue em sala especial na Superintendência da PF, em Brasília, recebendo visitas de familiares e advogados, enquanto a Primeira Turma do STF já formou maioria preliminar favorável à manutenção da prisão.



