A paralisação dos motoristas do transporte coletivo de Campo Grande, na manhã desta quarta-feira (22), provocou reflexos imediatos na mobilidade urbana da cidade — e no bolso dos passageiros. Com os ônibus retidos nas garagens, o preço das corridas por aplicativo disparou, deixando muitos trabalhadores sem opção além de pagar mais caro para não se atrasar.
De acordo com o aplicativo de transporte, os valores tiveram aumento em praticamente todas as regiões da Capital. No mapa de tarifa dinâmica, obtido pela página @campograndemilgrau, o acréscimo chegava a R$ 20 em áreas como o Jardim Noroeste, Nova Lima e Aeroporto Internacional de Campo Grande (CGR). Na região central, o adicional variava entre R$ 12 e R$ 18.
Um exemplo do impacto foi o trajeto entre o Vivenda do Bosque e o Residencial Mário Covas, que saltou de R$ 30 para R$ 77,20, mais que o dobro do valor habitual. O aumento ocorreu justamente no horário em que os ônibus ainda não haviam saído das garagens, com liberação prevista apenas para as 6h da manhã.
Segundo informações, os motoristas concordaram em liberar os ônibus das garagens apenas a partir das 6h, cerca de 1h30 mais tarde do que o habitual. Até o fim da manhã, os terminais ainda registravam movimentação lenta e longas filas, com passageiros reclamando de atrasos e da falta de transporte.



