O Paraguai liderou uma articulação diplomática regional para divulgar uma declaração conjunta sobre a crise política na Bolívia. O documento recebeu apoio de Argentina, Chile, Costa Rica, Equador, Guatemala, Panamá e Peru, e manifesta preocupação com os bloqueios de estradas e os impactos no abastecimento de alimentos, combustíveis e insumos básicos. A nota também defende a preservação da ordem democrática e o respeito às instituições do governo do presidente Rodrigo Paz.
Os protestos entram neste domingo (18) na segunda semana consecutiva e atingem principalmente as regiões de La Paz, Cochabamba e Oruro. Inicialmente motivadas por reivindicações econômicas e trabalhistas, as manifestações passaram a incluir pedidos pela renúncia do presidente boliviano. Nos últimos dias, confrontos entre policiais e manifestantes foram registrados na capital boliviana, com uso de gás lacrimogêneo e explosivos artesanais durante atos promovidos por grupos sindicais e mineradores.
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A crise também ocorre em meio ao avanço de processos judiciais contra o ex-presidente Evo Morales, investigado por suposto tráfico de pessoas e relação com menor de idade. A Justiça boliviana determinou sua prisão após o ex-mandatário não comparecer a audiências em Tarija. Morales nega as acusações e afirma ser vítima de perseguição política. Enquanto isso, apoiadores do ex-presidente mantêm mobilizações e bloqueios em diferentes pontos do país, ampliando a tensão política e social na Bolívia.
As informações são dos portais Quadro Geral e Conexão Política.



