O Oceano Pacífico atingiu nesta segunda-feira (20) o limite mínimo de aquecimento associado à possível formação do El Niño, com anomalia de +0,5°C na região Niño 3.4, área usada como referência para monitoramento do fenômeno. Embora o índice represente um sinal relevante, o El Niño ainda não foi oficialmente confirmado, pois é necessário que o aquecimento persista por semanas e seja acompanhado por alterações atmosféricas.
Especialistas apontam que o fenômeno pode se consolidar entre maio e junho. Projeções do Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos indicam 61% de probabilidade de formação do El Niño entre maio e julho, com chance de permanência até o fim de 2026. Mesmo com um novo critério da NOAA que ainda mantém tecnicamente o cenário em La Niña enfraquecida, outros indicadores, como o acúmulo de calor em camadas profundas do oceano, reforçam a tendência de evolução do quadro.
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Caso se confirme, o fenômeno pode influenciar o clima em diferentes regiões do Brasil, com aumento das chuvas no Sul, possibilidade de estiagens no Norte e Nordeste e efeitos mais irregulares no Centro-Oeste e Sudeste. Além dos impactos regionais, o El Niño também pode contribuir para a elevação das temperaturas globais, em um contexto já marcado pelo aquecimento climático.
As informações são do portal Enfoque MS.



