Campo Grande é cheia de bairros com nomes curiosos — alguns vêm de cooperativas, outros de plantas do cerrado, e há até os que homenageiam figuras históricas. A gente vive nesses lugares todos os dias, mas nem sempre conhece a origem dos nomes. Bora descobrir?
Começando pela Coophavila II, o nome tem origem na COOPHAB/MS (Cooperativa Habitacional de Mato Grosso do Sul), que atuou forte na construção de casas populares nos anos 80 e 90. Vários bairros surgiram com esse tipo de sigla, como Coophamat, Coophasul, e por aí vai.
Já as Moreninhas carregam o apelido carinhoso da cidade — a “Cidade Morena”, por causa da cor avermelhada da terra típica daqui. Quando o conjunto habitacional foi planejado, o nome veio naturalmente.
No caso do Carandá Bosque, a inspiração veio da natureza. O carandá é uma planta comum do cerrado e do pantanal, usada em construções rústicas e móveis. O nome dá aquele ar de “bairro verde”, o que combina com o perfil residencial da região.
O bairro Amambaí traz herança indígena: o nome vem do tupi-guarani e pode ser traduzido como “erva rasteira do brejo” ou “planta aquática”. Aliás, é nome de tribo, rio e cidade também.
E o Tiradentes? Esse é fácil: homenagem direta a Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes — figura importante da Inconfidência Mineira, comum em nomeações pelo Brasil afora.
Essas histórias mostram como cada cantinho de Campo Grande tem uma raiz — seja indígena, histórica ou ligada à luta por moradia. E entender isso é também se sentir mais parte da cidade.





























