Imagens de câmeras de segurança revelam que uma onça-pintada vinha rondando a propriedade onde o caseiro Jorge Avalo, de 60 anos, foi atacado na manhã desta segunda-feira (21). O ataque ocorreu em uma fazenda às margens do Rio Miranda, no Pantanal de Aquidauana (MS), região conhecida pela presença desses grandes felinos.
O vídeo, registrado no mês passado e obtido pela reportagem, mostra a onça caminhando lentamente pela área da pousada onde Jorge vivia e trabalhava. O local é de mata densa e difícil acesso, sendo parte do habitat natural desses animais.
Segundo a Polícia Militar Ambiental (PMA), Jorge foi atacado por uma onça e teve o corpo arrastado para o interior da mata. As buscas pelos restos mortais do caseiro começaram por volta das 14h30 e se estenderam até as 17h30 desta segunda. A operação contou com o apoio de helicópteros, drones e equipes terrestres da PMA, Polícia Civil e perícia. O Corpo de Bombeiros, além de familiares e amigos, também devem se juntar às buscas a partir desta terça-feira (22).
De acordo com o coronel Carlos Rodrigues, da PMA, drones foram usados para tentar mapear a região, uma vez que a vegetação é extremamente fechada e de difícil penetração. Os policiais precisaram ser transportados de helicóptero até o local do ataque.
O caso veio à tona quando um piloteiro chegou à propriedade na manhã de segunda e se deparou com uma cena assustadora: rastros de sangue, vísceras e pegadas de onça. Jorge estava sozinho na casa no momento do ataque. Partes do corpo da vítima foram encontradas ainda no local, reforçando a suspeita de que o felino tenha consumido parte do cadáver.
Turistas que passaram pelo local pouco depois também testemunharam o rastro deixado pelo ataque. “A onça comeu o caseiro”, disse um dos populares em um vídeo gravado na manhã do ocorrido.
Dias antes da tragédia, Jorge já havia sido alertado sobre a presença da onça nos arredores. Seu cunhado chegou a filmá-lo após o animal deixar pegadas próximas à residência.
As autoridades seguem mobilizadas para localizar o animal e entender as circunstâncias do ataque, enquanto a comunidade local acompanha com pesar o desfecho da tragédia.
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