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Obra do Governo Riedel acaba com pinguela e leva ponte e asfalto ao Lageado

Foto: Reprodução | Chico Ribeiro/Seilog

Depois de quase 50 anos atravessando o córrego Lageado por uma estreita pinguela de madeira, moradores do Parque do Lageado, na zona sul de Campo Grande, agora vivenciam uma nova realidade. A aposentada Maria Madalena da Silva, 71 anos, resume a transformação com um desabafo emocionado: “Era só mato e barro. Agora tem rua, ponte e dignidade”.

A mudança faz parte de um pacote de obras do Governo do Mato Grosso do Sul, que inclui a construção de uma ponte de concreto com 40 metros de extensão, pavimentação de ruas e infraestrutura de acessibilidade. A ponte substitui a antiga passagem improvisada, usada há décadas por quem precisava se deslocar entre os bairros Parque Lageado e Jardim Manaíra.

Além da ponte, as obras contemplam a pavimentação da rua Tristão dos Santos e a ligação entre as ruas Francisca Gonçalves Figueiredo e Gaudilei Brum, criando um novo eixo de mobilidade na região. A meta, segundo o governo estadual, é integrar bairros historicamente isolados e facilitar o acesso de veículos e pedestres.

Para a moradora Andréia Medeiros, de 46 anos, o fim da travessia precária trouxe mais segurança e abriu espaço para empreender. “Antes era perigoso, escuro. Agora já tem vizinho abrindo comércio. Eu mesma abri uma mercearia, porque acredito que vai melhorar”, conta.

O mesmo otimismo é compartilhado por Fábio Silva, 36, que está abrindo uma bicicletaria próximo à nova ponte. “Antes não dava. Era só barro e assalto. Agora tem movimento, segurança e oportunidade. Vai virar um polo comercial”, prevê.

De acordo com a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), o projeto iniciado em 2024 abrange:

  • 7.991 m² de pavimentação asfáltica;

  • 620 metros de drenagem;

  • 2.576 m² de calçadas com acessibilidade;

  • Sinalização viária completa.

O investimento total é de R$ 6,7 milhões, com entrega prevista ainda para o segundo semestre deste ano.

Para o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara de Carvalho, a obra representa mais que mobilidade: “Estamos mudando a geografia da região. Essa ponte é conquista de dignidade, é desenvolvimento chegando à porta das pessoas”.