O Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo de Campo Grande, iniciou 2025 sob nova liderança. Themis de Oliveira, o novo diretor-presidente, assumiu o cargo nesta terça-feira (7) e destacou, em sua primeira coletiva de imprensa, a necessidade de reajustar a tarifa do transporte, conforme previsto no contrato de concessão.
Themis afirmou que ainda está se inteirando das questões operacionais e financeiras do consórcio, mas frisou que o contrato assinado em 2012 prevê reajustes anuais baseados em critérios como aumento do diesel e dos salários dos trabalhadores.
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“A única coisa que a gente coloca para a prefeitura é que o contrato seja cumprido, nada mais do que isso”, explicou.
Ele também mencionou que o reajuste já foi aplicado em várias capitais do país neste início de ano e espera um posicionamento da Prefeitura de Campo Grande nos próximos dias.
Sobre as frequentes queixas de usuários em relação ao sucateamento da frota, Themis defendeu a qualidade do serviço e prometeu uma “escuta ativa” para atender melhor às demandas da população e do Município.
“Existem veículos antigos, mas eu fiz um tour nas garagens e vocês vão se surpreender com a organização e manutenção dos ônibus, mas são milhares de trabalhadores para atender uma cidade de 1 milhão de habitantes e, se levar em conta o número de problemas que temos, e eles repercutem, mas são estatisticamente muito poucos”, ponderou.
Questionado sobre a viabilidade de adotar a tarifa zero em Campo Grande, Themis ressaltou que essa decisão cabe ao poder público, e não ao consórcio. Ele explicou que, em cidades onde essa política existe, o custo total do serviço é arcado pelo orçamento municipal.
“A prefeitura é dona do contrato, nós somos prestadores de serviço”.
O diretor-presidente comentou ainda sobre o processo de reequilíbrio econômico-financeiro do contrato, que tramita na Justiça e está em fase de perícia. Ele reforçou que o consórcio aguardará a conclusão do laudo antes de se manifestar sobre o tema.
O último reajuste da tarifa aconteceu em março de 2024, quando o valor foi alterado de R$ 4,65 para R$ 4,75 por decisão judicial. Na época, a Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg) estabeleceu também uma tarifa técnica de R$ 5,95, utilizada no cálculo de subsídios às gratuidades.
Foco no futuro
O novo diretor-presidente afirmou que pretende estreitar o diálogo com a prefeita Adriane Lopes (PP) e buscar melhorias para o sistema, incluindo a possibilidade de ônibus com ar-condicionado, descritos por ele como “possíveis e necessários”.
Com essa nova liderança, o Consórcio Guaicurus promete trabalhar para equilibrar os custos operacionais, atender melhor a população e enfrentar os desafios do transporte coletivo em uma cidade com mais de um milhão de habitantes.



