A nomeação de Carla Stephanini para a coordenação da Casa da Mulher Brasileira, em Campo Grande, marca um novo momento na gestão das políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher em Mato Grosso do Sul. A escolha, que será oficializada no Diário Oficial da próxima segunda-feira (5), ocorre após o feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte, em março deste ano, que escancarou deficiências no atendimento e na proteção oferecida às vítimas.
Conforme informações divulgadas pelo portal Enfoque MS, a indicação partiu do Governo do Estado, em articulação com a Prefeitura de Campo Grande, e foi confirmada pelo vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha (PSD). A Casa passa a ter gestão compartilhada entre Estado e Município, e a nova coordenação promete priorizar reestruturações tecnológicas, operacionais e de fluxo de atendimento. A iniciativa busca tornar efetiva a atuação integrada entre delegacias, Poder Judiciário, apoio psicossocial e ações como a Patrulha Maria da Penha.
O caso de Vanessa expôs falhas graves e gerou comoção pública. Mesmo tendo procurado ajuda, a jornalista não recebeu proteção adequada e acabou morta pelo ex-noivo. O episódio levou o próprio governo a reconhecer, em nota oficial, que o sistema falhou em várias esferas. Com a chegada de Stephanini, espera-se uma reformulação que ofereça mais eficácia, sensibilidade e agilidade nos atendimentos, reforçando o compromisso com a vida das mulheres.



