Durante a caminhada de Minas Gerais até Brasília, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) relatou um episódio que classificou como o mais marcante de toda a mobilização: o encontro com a mãe de uma criança diagnosticada com atrofia muscular espinhal (AME) tipo 1, doença rara e grave. O relato foi feito em entrevista ao programa Pânico, apresentado por Emílio Surita.
Segundo o parlamentar, o encontro ocorreu no terceiro dia da caminhada, durante uma parada para almoço. Ele contou que foi alertado por integrantes de sua equipe sobre a presença de uma mulher que insistia em falar com ele.
“Ela chegou chorando e disse: ‘Nikolas, minha filha tem atrofia muscular espinhal tipo 1. O juiz deu a liberação para o governo pagar o remédio, mas a União negou. O medicamento custa cerca de R$ 6 milhões’”, relatou.
Nikolas afirmou que, inicialmente, não imaginava que a criança estivesse no local. Pouco depois, segundo ele, a mãe trouxe a filha em um carrinho adaptado, com suporte respiratório e tubo de oxigenação.
“Quando eu vi a criança, minha dor foi embora. Você olha e lembra dos seus filhos. Você percebe que tem muita gente no Brasil que sofre muito, que não tem apoio, não tem amparo para conseguir um remédio que pode salvar a vida”, disse.
O deputado também destacou a dificuldade enfrentada por famílias que não têm visibilidade pública para cobrar respostas do poder público. De acordo com ele, mesmo decisões judiciais favoráveis nem sempre garantem o acesso ao tratamento.
“Nem todo mundo tem visibilidade. Imagina quantas pessoas estão pedindo socorro para o Estado e não conseguem resposta”, afirmou.
Emocionado, Nikolas contou que chorou no momento do encontro, orou pela família e que sua equipe social passou a acompanhar o caso. “Eu realmente chorei ali. Senti a dor daquela mãe. A gente está olhando com a nossa equipe social para tentar dar uma resposta para ela”, declarou.
Para o parlamentar, o episódio simboliza o sentido da mobilização realizada durante a caminhada. “Não foi um momento de dor física, foi um momento de consciência. De olhar e pensar: o Brasil precisa da gente, porque senão essas pessoas ficam silenciadas”, concluiu.
Nikolas classificou o encontro como o mais marcante de toda a caminhada, afirmando que a situação representa a realidade de milhares de famílias brasileiras que enfrentam dificuldades semelhantes para acessar tratamentos de alto custo no país.
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