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MPF investiga candidata que recebeu R$ 200 mil e teve apenas 72 votos em Campo Grande

O Ministério Público Federal (MPF) iniciou uma investigação para apurar supostas irregularidades na campanha eleitoral da candidata a vereadora Ébner Soares Casimiro, em Campo Grande. A ação foi determinada pelo promotor regional eleitoral Luiz Gustavo Montovani, após denúncia apontar possíveis fraudes envolvendo a candidatura.

De acordo com o denunciante, Ébner, acusada de ser uma “candidata laranja”, recebeu R$ 200 mil do diretório do Partido Verde (PV) — sendo R$ 201,9 mil somando os repasses nacional e estadual —, mas obteve apenas 72 votos. Outro ponto questionado foi a contratação do presidente municipal do PV, Murilo Bluma, como advogado de campanha, por R$ 20 mil.

Com base na denúncia, o promotor destacou a necessidade de investigar possíveis ilícitos eleitorais, como abuso de poder econômico, fraude, corrupção, arrecadação e gasto irregular de recursos de campanha, além de captação ilícita de votos. A investigação também abrange condutas vedadas a agentes públicos e será conduzida por uma das Promotorias Eleitorais de Campo Grande.

Voto Mais Caro da Eleição

A candidata, que se apresentou como professora, foi apontada como detentora do “voto mais caro” da eleição municipal. Considerando os recursos recebidos e o número de votos obtidos, cada voto custou R$ 2.828,47, gerando repercussão e desconfiança sobre a legitimidade de sua candidatura.

O caso agora será analisado à luz da legislação eleitoral, com base na Resolução TSE nº 23.735/2024, que regula o processamento e julgamento de ações de impugnação de mandato eletivo e outros ilícitos relacionados às eleições.