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MP investiga uso excessivo de diárias por vereadores em Brasilândia

Imagem: Divulgação MPMS

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul instaurou um procedimento preparatório para apurar o uso de diárias pela Câmara Municipal de Brasilândia. A iniciativa partiu do promotor Adriano Barrozo da Silva, após denúncia formal sobre possíveis abusos que teriam permitido aos vereadores dobrar seus rendimentos mensais com compensações por viagens.

Segundo o documento encaminhado ao MP, a presidente da Câmara, vereadora Maria Jovelina — conhecida como Jô Silva (PSDB) — teria recebido, até abril de 2024, mais de R$ 67 mil em diárias, superando, inclusive, a soma dos valores recebidos pelo prefeito, vice-prefeito e nove secretários do município. A denúncia cita como comparação os gastos da Câmara de Três Lagoas, município dez vezes maior, cujo presidente teria usado R$ 14.466,76 em diárias no mesmo período.

De acordo com o portal da transparência, os vereadores de Brasilândia recebem salário líquido de R$ 4.928,96, mas as diárias elevaram significativamente os rendimentos mensais. A presidente da Câmara, por exemplo, recebeu apenas em fevereiro, março e abril de 2025, um total superior a R$ 15 mil em diárias. O Ministério Público requisitou à presidência da Casa toda a documentação que comprove e justifique as viagens e os valores pagos no exercício de 2024, para análise da legalidade e eventual responsabilização.

Fonte: Investiga MS.