CAMPO GRANDE
Sem licença!

MP investiga licenciamento de estrada de 23 quilômetros no Pantanal de Corumbá

Licença Prévia emitida pela Fundação de Meio Ambiente do Pantanal dispensou etapa de licenciamento que detalharia medidas de proteção ambiental; fiscalização da PMA flagrou extração irregular de aterro em área de preservação permanente às margens do Rio Paraguai.

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um inquérito civil para apurar possíveis irregularidades no licenciamento ambiental da construção de uma estrada de 23,4 quilômetros entre o Porto São Pedro e a Fazenda Ipiranga, na região do Pantanal de Paiaguás, em Corumbá. A investigação teve início após denúncia do Ibama, que questionou a emissão de uma Licença Prévia pela Fundação de Meio Ambiente do Pantanal (FMAP) sem a exigência da etapa de Licença de Instalação, procedimento que normalmente detalha as medidas de controle e mitigação dos impactos ambientais antes do início das obras.

Segundo o MP, a obra está localizada em uma área de uso restrito da Planície Pantaneira, sujeita às regras da Lei Estadual do Pantanal, que estabelece critérios específicos para intervenções capazes de alterar o regime hídrico da região. O órgão também questiona se a FMAP possuía competência para conduzir o licenciamento, considerando que o empreendimento é executado pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), possui impacto que ultrapassa os limites do município e está situado em uma área de relevante interesse ambiental.

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Durante fiscalização realizada em maio deste ano, equipes da Polícia Militar Ambiental e do Imasul identificaram a extração irregular de material terroso em Área de Preservação Permanente às margens do Rio Paraguai. De acordo com o relatório, o material era utilizado na formação da plataforma de uma pista de pouso na região. A empresa responsável pelos serviços, Avance Construtora Ltda., foi autuada em R$ 50 mil e teve as atividades de extração paralisadas. Paralelamente, o MP também apura a situação da licença ambiental da obra, cuja validade expirou em abril de 2025, sem confirmação oficial sobre eventual renovação para continuidade dos trabalhos.

Com informações do portal Investiga MS.

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