Um bebê de três meses morreu na terça-feira (24) após complicações causadas pela chikungunya na Aldeia Jaguapiru, localizada na Reserva Indígena de Dourados. A criança estava internada no Hospital Universitário de Dourados e o caso foi comunicado às autoridades de saúde, que acompanham e investigam a situação. Este é o quinto óbito registrado no estado em 2026.
De acordo com as autoridades, a maioria das mortes ocorreu na própria reserva indígena, incluindo dois bebês. As demais vítimas são uma mulher de 69 anos, um homem de 73 anos, outro bebê de três meses e uma mulher de 60 anos. Diante do avanço da doença, o governo estadual já classifica o cenário como epidêmico, com monitoramento conjunto entre município, estado e União.
Como resposta, foi organizada uma força-tarefa nas aldeias Jaguapiru e Bororó. Equipes de saúde vistoriaram mais de 4 mil imóveis, realizaram tratamentos em mais de 2 mil locais e identificaram mais de mil focos do mosquito Aedes aegypti, principalmente em caixas d’água, lixo e pneus. A chikungunya é transmitida pelo mosquito e pode causar febre alta, dores intensas nas articulações e, em casos graves, complicações neurológicas.


