O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (9) a substituição dos advogados que representam Marcelo Câmara e Filipe Martins, ambos ex-assessores do ex-presidente Jair Bolsonaro, nas ações penais relacionadas à investigação sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado. A decisão indica que a Defensoria Pública da União assumirá a defesa dos dois réus.
Segundo Moraes, os advogados não apresentaram as alegações finais dentro do prazo e adotaram conduta considerada “inusitada”, caracterizando, na avaliação do ministro, uma manobra para atrasar o processo. A medida destituiu os profissionais de ambos os acusados e determinou que os defensores públicos apresentem as manifestações finais.
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As defesas contestaram a decisão. O advogado Eduardo Kuntz, que representa Marcelo Câmara, afirmou que o prazo ainda está em curso e que o documento será protocolado até 23 de outubro. Já o advogado Jeffrey Chiquini, defensor de Filipe Martins, classificou a decisão como arbitrária e afirmou que o pedido de suspensão do prazo foi feito em razão de novos elementos apresentados pela Procuradoria-Geral da República.



