O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 180 dias o inquérito das fake news, conhecido como Inquérito 4781. Durante esse período, a Polícia Federal deve ouvir 20 pessoas citadas em relatórios preliminares e concluir a análise de dados obtidos por quebras de sigilo fiscal e bancário.
A investigação, que tramita sob sigilo, busca apurar a existência, o financiamento e o funcionamento do suposto “gabinete do ódio”, um núcleo alegadamente dedicado à disseminação de desinformação durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Decisão do STF
De acordo com o despacho de Moraes, a ampliação do prazo é necessária para finalizar diligências ainda em andamento. Entre elas, estão análises complementares de documentos financeiros e fiscais obtidos ao longo do inquérito.
“Com a finalidade de finalizar as investigações sobre a comprovação da existência, o financiamento e modus operandi do ‘gabinete do ódio’, bem como de todos os seus participantes, o Inq 4781 foi prorrogado por 180 dias”, detalha a decisão.
Histórico do inquérito
Aberto em março de 2019, o inquérito das fake news tem como foco a identificação de redes organizadas que promovem ataques contra instituições democráticas e a disseminação de conteúdos falsos em larga escala.
A investigação já resultou em operações da Polícia Federal, que incluem a quebra de sigilos de aliados e apoiadores do ex-presidente. No entanto, as conclusões até o momento não foram divulgadas devido ao sigilo processual.
Próximos passos
Além das oitivas e análises restantes, a Polícia Federal deverá apresentar, ao final do prazo, um relatório consolidado sobre o caso. A expectativa é que as conclusões contribuam para esclarecer o funcionamento do “gabinete do ódio” e o papel de possíveis financiadores e integrantes do esquema.



