O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), bloqueie o salário e todas as verbas de gabinete do senador Marcos do Val (Podemos-ES). A decisão faz parte das medidas autorizadas por Moraes na operação da Polícia Federal (PF) deflagrada nesta segunda-feira (4/8), que também inclui o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica pelo parlamentar.
O senador foi abordado por agentes federais no Aeroporto de Brasília, ao retornar de uma viagem aos Estados Unidos. A saída do país havia sido feita sem autorização do STF e utilizando passaporte diplomático, que agora foi apreendido por ordem judicial.
Além das verbas legislativas, Moraes mandou bloquear todos os bens, contas bancárias, investimentos, cartões (crédito e débito) e chaves Pix ligados a Marcos do Val. A decisão também atinge veículos, imóveis, aeronaves e embarcações em nome do senador. Moraes ainda reiterou a proibição de que ele utilize redes sociais.
Medidas restritivas similares às de Bolsonaro
Com a tornozeleira eletrônica, Do Val deverá cumprir medidas cautelares semelhantes às impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como o recolhimento domiciliar noturno, com autorização para deixar a residência apenas entre 6h e 19h, de segunda a sexta-feira. Aos fins de semana e feriados, o parlamentar deve permanecer em casa.
A tornozeleira está sendo instalada no Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime), da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF). Do Val está acompanhado por seu advogado, Iggor Dantas.
Saída do país e vídeo polêmico
A operação ocorre após o senador deixar o país e publicar um vídeo gravado em solo norte-americano, desobedecendo determinação anterior de Moraes. Após o episódio, o ministro havia ordenado o bloqueio das contas do parlamentar.



