O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, afirmou que parte do grupo investigado por atuar em favor do banqueiro Daniel Vorcaro ainda não foi identificada ou presa. A declaração consta no voto em que o magistrado defendeu a manutenção da prisão de Vorcaro, controlador do Banco Master, investigado na Operação Compliance Zero.
Segundo o ministro, as investigações apontam que a estrutura conhecida como “A Turma” poderia ser formada por até seis integrantes e que parte deles ainda estaria em liberdade. De acordo com as apurações da Polícia Federal, o grupo teria atuado em monitoramento ilegal de pessoas consideradas desafetas do banqueiro, além de realizar ações de intimidação, ameaças e possíveis invasões de sistemas de órgãos públicos e entidades internacionais.
Mendonça também citou apreensões realizadas durante a operação. Na residência de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, foi encontrada uma pistola calibre .380 sem registro. Já na casa do ex-policial federal Marilson Roseno, os agentes localizaram pistolas, uma carabina e uma espingarda, além de carregadores e munições. Para o ministro, os elementos reforçam a avaliação de que as atividades do grupo podem não ter sido completamente interrompidas.
As informações são do portal Metrópoles.



