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Ministério Público cobra explicações sobre ambulâncias paradas e gasto de R$ 1,9 milhão com aluguel em Campo Grande

Foto: Divulgação / PMCG

O Ministério Público Estadual (MPE) deu prazo de 10 dias para que a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), esclareça por que 13 ambulâncias novas do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), adquiridas com recursos federais, permanecem fora de uso enquanto a prefeitura mantém contrato de R$ 1,9 milhão com uma empresa terceirizada para locação de veículos. A empresa A&G Serviços Médicos Ltda já recebeu mais de R$ 1,4 milhão e deve receber o restante até julho, quando o contrato se encerra.

Segundo o MPE, a situação representa potencial desperdício de recursos públicos e risco à conservação das viaturas doadas. O alerta é baseado na Portaria de Consolidação nº 6/2017, que estabelece as condições para uso e manutenção de veículos doados pelo Ministério da Saúde. O caso chegou ao conhecimento do órgão por meio de representação do deputado federal Geraldo Resende (PSDB), também criticado pela deputada Camila Jara (PT).

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) afirmou que as novas ambulâncias estão em fase final de regularização e devem entrar em operação até o fim do contrato atual. O município, conforme a Sesau, está habilitado para operar com 10 ambulâncias de suporte básico e 4 de suporte avançado, respeitando os critérios técnicos do Ministério da Saúde para a população local.

As informações são dos portais MS Informa e O Jácaré.