A 32ª Promotoria de Justiça de Saúde Pública de Campo Grande instaurou um Inquérito Civil para investigar a interrupção no fornecimento de exames laboratoriais fundamentais para o diagnóstico precoce de câncer, como o PSA total, na rede municipal. A apuração teve início após a queixa de um paciente que não conseguiu realizar os exames solicitados em uma unidade básica de saúde da capital sul-mato-grossense.
De acordo com o Ministério Público, o problema foi atribuído à falta de reagentes no laboratório contratado pela prefeitura, com previsão de regularização apenas no mês seguinte. A Secretaria Municipal de Saúde confirmou a falha, justificando o atraso por questões logísticas de importação e recesso da fornecedora. O MP também identificou morosidade nos processos de licitação para outros exames essenciais, como o de sangue oculto nas fezes.
Segundo publicado pelo portal TopMídia, a promotora Daniella Costa da Silva ressaltou que a falha não é pontual, mas indica um problema estrutural na gestão dos exames laboratoriais. Embora o paciente inicial tenha conseguido agendar o teste posteriormente, a Promotoria avalia que é necessário investigar a regularidade e continuidade da oferta desses serviços, considerando a relevância do diagnóstico precoce no combate ao câncer de próstata — responsável por milhares de mortes anuais no país.



