Mensagens de WhatsApp atribuídas à lobista Roberta Luchsinger colocam em evidência a proximidade que ela dizia manter com integrantes do círculo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em março de 2023, Luchsinger contou à mãe que havia viajado para Brasília no chamado “aero Lula” e, na mesma ocasião, enviou uma foto feita de dentro do Palácio do Planalto. Registros oficiais obtidos pela Lei de Acesso à Informação confirmam a entrada dela no prédio em 22 de março daquele ano.
O conteúdo das conversas reúne outros relatos de acesso a espaços ligados à Presidência e de viagens em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB). Em novembro de 2023, Luchsinger afirmou que viajaria “de FAB” com Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente. Em outra conversa, de junho de 2025, disse estar no Palácio, na sala que chamou de “sala do pai do Fábio”. Ela também relatou a um advogado ter estado com Lula e Fábio Luís e mencionou compromissos na residência do presidente. Parte desses relatos, porém, não equivale, por si só, a uma comprovação independente de todas as circunstâncias descritas nas mensagens.
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A divulgação do material ocorre em meio a uma contradição pública. Em agosto, Lula afirmou em entrevista à TV Globo que nunca havia visto, conhecido ou conversado com Luchsinger. Ao mesmo tempo, mensagens atribuídas à lobista descrevem encontros e circulação em ambientes ligados ao presidente. A relação entre Luchsinger, Fábio Luís e outros investigados é citada em inquéritos no Supremo Tribunal Federal que apuram suspeitas de tráfico de influência envolvendo negócios no Ministério da Saúde. As investigações ainda estão em andamento, e as mensagens constituem elementos que precisam ser analisados no contexto dos procedimentos.






As informações são do portal Metrópoles.



