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MC Poze do Rodo é preso por “forte ligação” com o Comando Vermelho

Equipes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Civil do Rio de Janeiro prenderam temporariamente nesta semana o cantor Marlon Brendon Coelho Couto, conhecido como MC Poze do Rodo. A investigação aponta uma ligação direta e contínua do funkeiro com a cúpula do Comando Vermelho (CV), uma das maiores facções criminosas do país.

Segundo a Polícia Civil, Poze participava com frequência de festas organizadas por criminosos em comunidades dominadas pelo tráfico, como o Complexo do Alemão e a Cidade de Deus. Nessas celebrações, a presença de fuzis expostos em meio ao público era comum — e o cantor, segundo os investigadores, ajudava a promover a facção com sua imagem e alcance nas redes sociais.

A apuração da DRE revelou que os shows realizados por Poze seriam comprados diretamente por líderes do CV, como uma forma de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico. As autoridades afirmam possuir provas robustas para embasar o pedido de prisão preventiva, que deve ser analisado nos próximos dias.

Devolução de bens e ostentação nas redes

Poucos dias antes da prisão, MC Poze comemorou publicamente uma decisão judicial que determinou a devolução de carros de luxo e joias apreendidos em uma operação da Polícia Civil realizada em novembro de 2024.

A decisão foi assinada pelo juiz Thales Nogueira, da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa, e atendeu parcialmente aos pedidos da defesa do artista e de sua esposa, Viviane. O processo corre em segredo de Justiça.

Entre os bens restituídos estão uma Land Rover, uma BMW, um Honda HR-V e diversas joias de alto valor.

Rifas suspeitas e fraude com Pix

Outro ponto investigado pela polícia envolve rifas ilegais promovidas por integrantes do grupo criminoso, com prêmios que variavam de veículos a transferências via Pix de até R$ 200 mil. Apesar da aparência de legalidade — com sorteios baseados na Loteria Federal — os prêmios, quando carros, não tinham documentação transferida aos ganhadores, levantando suspeitas de fraude.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos usavam um aplicativo customizado, com indícios claros de manipulação nos resultados. A estratégia visava simular uma operação legal, mas sem qualquer tipo de fiscalização ou auditoria oficial.

A investigação continua e novos desdobramentos podem ocorrer nos próximos dias, inclusive com pedido de conversão da prisão temporária em preventiva, diante da suposta influência de MC Poze dentro da estrutura do Comando Vermelho.

*Metrópoles.