Mato Grosso do Sul tem se consolidado como referência nacional em iniciativas ligadas à sustentabilidade e à neutralidade de carbono. Alinhado ao programa Carbono Neutro 2030, o Estado investe em pesquisas e práticas que conciliam produção agropecuária, reflorestamento e recuperação de áreas degradadas. Universidades e centros de pesquisa, como a UEMS e a UFMS, têm liderado projetos que buscam integrar ciência, inovação e preservação ambiental.
Entre as iniciativas em andamento está o PackSeed, desenvolvido em parceria com a startup EcoSeed, que propõe técnicas mais acessíveis de recuperação de solos. Outro exemplo é o uso sustentável do Louro-Preto, em colaboração com a Embrapa Pantanal, que busca aliar arborização de pastagens ao bem-estar animal. Também merece destaque o sistema ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta), que demonstra ganhos ambientais e produtivos ao combinar árvores, pastagens e produção de carne.
Pesquisas recentes indicam ainda que o cultivo de eucalipto, além de apresentar alto estoque de carbono no solo, emite menos dióxido de carbono quando comparado a pastagens convencionais. A expansão da silvicultura e dos sistemas integrados tem colocado Mato Grosso do Sul em posição de destaque: cinco municípios do Estado concentram mais de 1 milhão de hectares de florestas plantadas, tornando a região a segunda maior em área desse tipo no Brasil.
Com informações do portal Ponta Porã News.


