Uma tragédia chocante foi registrada em Sete Lagoas, Minas Gerais, no último domingo (17). Uma criança de apenas quatro anos, diagnosticada com paralisia cerebral, foi encontrada morta em sua residência, apresentando sinais de violência, maus-tratos e desnutrição severa. A mãe, de 27 anos, e o padrasto foram presos após funcionários da funerária, acionada para remover o corpo, identificarem as condições degradantes da criança e chamarem a polícia.
Relato da mãe e suspeita de negligência
Segundo a mãe, o menino, alimentado por sonda abdominal devido à sua condição, foi alimentado e banhado por volta do meio-dia. Ela afirmou ter encontrado a criança dormindo às 15h e adiou a próxima alimentação. Apenas às 20h, percebeu que ele não apresentava sinais vitais.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou o óbito no local. Funcionários da funerária notaram indícios de negligência, como ferimentos no corpo, dentes deteriorados, larvas de mosca na pele e sinais de desnutrição extrema, além de fralda suja, e notificaram a polícia.
A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) autuou a mãe por homicídio qualificado, sob a justificativa de omissão no cuidado. O padrasto também foi detido e ambos foram levados à delegacia.
Investigação e contexto familiar
A Polícia Civil informou que o casal foi ouvido nesta segunda-feira (18) e que a perícia realizou análises iniciais na casa. O corpo da criança foi encaminhado para exames que determinarão as causas exatas da morte.
O caso se torna ainda mais grave com a descoberta de que outra filha da mulher, de seis meses, morreu em circunstâncias suspeitas. A mãe afirmou que a bebê se sufocou durante a amamentação enquanto dormiam.
Além das duas crianças falecidas, a mulher tem outros três filhos, de nove, oito e um ano. Eles foram levados a um abrigo pelo Conselho Tutelar enquanto o caso é investigado.
Assistência e acompanhamento
A Prefeitura de Sete Lagoas foi questionada sobre o acompanhamento prestado à família, mas informou que não pode divulgar informações sem dados específicos das unidades de saúde e registros de atendimento.
O caso segue em investigação e tem gerado grande comoção na cidade. Autoridades prometem apurar as responsabilidades e as circunstâncias que levaram à morte da criança.



