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Lula defende aumento de imposto e critica Congresso: ‘Não dá para ceder toda hora’

Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) durante entrevista ao podcast Mano a Mano, divulgada na madrugada desta quinta-feira (19). Lula rebateu as críticas do Congresso e do mercado financeiro, classificando a medida como justa e necessária para aumentar a arrecadação do governo.

“Estamos pegando os setores que ganham muito dinheiro e que pagam muito pouco”, afirmou Lula. O presidente citou, como exemplos, as plataformas de apostas on-line (bets) e as fintechs, que, segundo ele, “ganham bilhões e não querem pagar”. “Essas brigas temos de fazer”, disse.

A proposta do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, prevê o aumento da carga tributária sobre apostas on-line, fintechs e outros setores com alta lucratividade. A estratégia busca reforçar as contas públicas sem cortar despesas. “O IOF do Haddad não tem nada demais”, minimizou Lula, elogiando o ministro.

Apesar da defesa do Planalto, o Congresso impôs um revés ao governo. Por ampla maioria (346 votos a 97), os deputados aprovaram a tramitação acelerada de um projeto que anula as mudanças propostas no IOF.

Lula criticou a resistência parlamentar: “Não dá para ceder toda hora.” Segundo ele, o governo já buscou alternativas mais leves, como um aumento moderado do IOF e o fim de isenções sobre investimentos como LCIs e LCAs.

Durante a conversa com o rapper Mano Brown, Lula também voltou a afirmar que herdou um país “em ruínas” e chegou a comparar a situação encontrada no Brasil com a destruição na Faixa de Gaza. “Foi uma destruição proposital”, avaliou.

Indicadores econômicos: comparativo Lula x Bolsonaro

  • PIB: Bolsonaro acumulou alta de 8,7% no mandato; Lula registrou crescimento de 2,9% em 2023, com projeção de 2% para os próximos anos.

  • Dívida pública: Caiu de 87% para 73,5% do PIB no governo Bolsonaro; com Lula, voltou a subir e já ultrapassa 77%.

  • Câmbio: Dólar encerrou 2022 abaixo de R$ 5; sob Lula, a cotação voltou a subir e atinge R$ 5,49 em meio a incertezas fiscais.