A Venezuela libertou 17 pessoas consideradas pela oposição como presas por motivos políticos, segundo informações do comitê de direitos humanos do movimento oposicionista Vente Venezuela. Entre os liberados estão 10 homens e 7 mulheres que estavam detidos na prisão Zona 7, em Caracas. Familiares e organizações civis afirmam que a medida representa alívio pontual, mas defendem a continuidade das libertações.
Grupos de direitos humanos estimam que ainda existam mais de 600 presos políticos no país. Após a soltura parcial, familiares iniciaram protestos e greves de fome para pressionar pela libertação dos demais detidos. Organizações afirmam que parte das críticas também envolve a falta de divulgação oficial de listas com nomes dos libertados e previsão de novas solturas.
As libertações ocorrem paralelamente ao debate sobre um projeto de lei de anistia que tramita no Parlamento venezuelano. A proposta prevê perdão judicial para parte dos detidos ligados a protestos políticos, mas ainda enfrenta divergências sobre alcance e critérios de aplicação. O governo venezuelano nega manter presos políticos e afirma que os detidos respondem por crimes comuns.
As Informações são revista Veja.



