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La Niña desacelera plantio da soja, mas milho atinge produtividade recorde em Mato Grosso do Sul

Imagem: Divulgação / web

O plantio da soja em Mato Grosso do Sul chegou a 61,6% da área prevista até o fim de outubro, segundo a Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja/MS). Embora a área total cultivada tenha aumentado 6% em relação à safra anterior, o ritmo de semeadura está 7,2 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período de 2024, influenciado pela falta de chuvas causada pelo fenômeno La Niña. A irregularidade nas precipitações, abaixo da média em 62 das 64 estações meteorológicas, atrasou o trabalho das máquinas no campo.

A região Sul lidera o plantio com 68% da área já semeada, seguida pelo Centro (54,7%) e pelo Norte (46,8%). A previsão é de 500 a 700 milímetros de chuva até janeiro, mas técnicos alertam que a instabilidade climática ainda pode afetar o desenvolvimento das lavouras. A expectativa de colheita é de 15,19 milhões de toneladas, com produtividade média de 52,82 sacas por hectare. O preço da soja recuou 1,4% em outubro, com a saca cotada a R$ 125,38, e apenas 16% da safra foi comercializada até agora.

Em contraste, o milho da segunda safra 2024/2025 apresentou desempenho histórico, com produtividade média de 108,4 sacas por hectare — um avanço de 61,7% sobre o ciclo anterior. A produção total chegou a 13,9 milhões de toneladas, e a área plantada somou 2,1 milhões de hectares. Maracaju, Sidrolândia, Ponta Porã e Dourados se destacaram na liderança da produção estadual. De acordo com a Aprosoja/MS, o resultado reflete o uso de tecnologias de precisão e melhor planejamento das lavouras, que garantiram colheita recorde mesmo em um cenário climático desafiador.