Yasmin Osório Cabral, acusada de operar fraudes no Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul), teve pedido de liberdade negado pela Justiça, nesta quarta-feira (10).
A servidora é suspeita de receber propina para, clandestinamente, dar baixas em caminhões com restrições, em fraude cometida em conjunto com o despachante David Clocky Hoffaman Chita, que está foragido.
Com a negativa da Justiça, a servidora comissionara, que foi suspensa das funções, continuará detida em uma cela no presídio feminino “Irmã Irma Zorzi”, no bairro Coronel Antonino, em Campo Grande.
Peça central no esquema de fraude no Detran-MS, que pode ter rendido ‘lucro’ de até R$ 2 milhões, Yasmin foi presa em sua casa, no Jardim São Lourenço, por volta das 20h de sábado, após mandado de prisão preventiva.
Na última segunda-feira (08), o advogado de defesa da servidora, André Stuart Santos, entrou com pedido de habeas corpus. Contudo, o HC foi negado em decisão proferida por volta das 16h desta quarta-feira (10), pela 3ª Vara Criminal.
A decisão da Justiça é liminar, ou seja, provisória. Logo, ainda pode ser revertida com a decisão final. Yasmim estava lotada na Corregedoria de Trânsito (Cotra) do Detran-MS (Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul).
Entenda o Caso
Conforme o Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), Yasmin teria participado de esquema de fraude no Detram-MS. Ela seria peça chave na identificação dos clientes “beneficiários” dos desvios no departamento.
Segundo a polícia, a servidora utilizava a senha de outros servidores para acessar o sistema e identificava os veículos com restrições. Ela passava as informações para o despachante David Cloky Hoffamam Chita, que exigia o pagamento de R$ 10 mil dos proprietários para liberar os veículos.
Assim, após receber os valores, Yasmin liberava as restrições no sistema e o despachante dava seguimento na entrega dos documentos. Segundo apurado, ao menos 200 veículos foram liberados irregularmente pelo grupo.
Confira nota do Detran-MS sobre o esquema de fraude
“A investigação em questão corre sob sigilo de justiça, de maneira que, como determina o devido processo legal, afastamentos e demais processos administrativos, cíveis ou criminais, devem ser tratados como prevê a legislação.
O Detran-MS reforça que colabora com os órgãos de controle, interno e externo, para garantir apuração célere e punição rigorosa de eventuais servidores envolvidos em quaisquer práticas ilegais e/ou criminosas.
Reiteramos que a identificação de atividade ilícita que culminou com as investigações em curso, só foi possível graças ao monitoramento ininterrupto feito pelo Departamento de Trânsito, que identifica ações ou operações atípicas dos servidores, gerando alertas para os departamentos responsáveis investigarem mais a fundo“.
Na ocasião, Yasmin foi procurada pela reportagem para se posicionar sobre as acusações, mas não enviou resposta até a publicação dessa reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.


