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Investigação sobre compra de respiradores volta ao debate político às vésperas das eleições

Foto: Divulgação / Arquivo

A investigação sobre a compra de 300 respiradores pelo Consórcio Nordeste durante a pandemia voltou ao centro do cenário político e pode influenciar disputas eleitorais em alguns estados. O caso envolve o pagamento antecipado de cerca de R$ 48 milhões a uma empresa contratada para importar os equipamentos, que nunca foram entregues. O inquérito tramita atualmente no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a apuração, a retomada do processo no STF ocorreu após o entendimento de que haveria indícios de um possível crime de caráter permanente relacionado à dificuldade de recuperação dos recursos públicos. O caso tem como principal investigado o ex-governador da Bahia e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa. Ex-governadores que integravam o Consórcio Nordeste à época, como Renan Filho e João Azevêdo, não são investigados, mas adversários políticos avaliam explorar o episódio durante a campanha eleitoral.

Relatórios de órgãos de controle apontaram questionamentos sobre a contratação da empresa responsável pela importação dos respiradores, incluindo a falta de experiência no setor e a realização do pagamento integral antecipado. O episódio se tornou um dos casos mais conhecidos envolvendo compras emergenciais realizadas durante a pandemia e continua gerando repercussões políticas e jurídicas enquanto as investigações seguem em andamento.

As informações são do portal Quadro Geral.