Antonio Vinícius Lopes Gritzbach, corretor de imóveis e delator em processo contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), foi executado a tiros na sexta-feira (8) no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Além dele, três pessoas foram baleadas no ataque, que teria sido motivado por um desvio de R$ 100 milhões da facção e disputas internas.
Gritzbach já havia sido sequestrado pelo PCC em 2021, acusado de desviar o valor que supostamente deveria investir em criptomoedas para o traficante Anselmo Becheli Santa Fausta, o “Cara Preta”, morto naquele ano. Na ocasião, o corretor passou por um “tribunal do crime” e foi liberado sob a condição de recuperar o dinheiro para o grupo, mas acabou preso e, posteriormente, firmou acordo de delação premiada com o Ministério Público de São Paulo.
Na delação, Gritzbach acusou o PCC de lavar dinheiro em empresas de agenciamento de jogadores de futebol, incluindo a Lion Soccer Sports, que representa jogadores da Série A. Segundo seu depoimento, Danilo Lima de Oliveira, o “Tripa”, sócio da agência, teria participado de seu sequestro e ameaçado esquartejá-lo.
A execução de Gritzbach no aeroporto, realizada por criminosos que fugiram em um Gol preto, agora é investigada pela Polícia Civil e pela Polícia Federal, que analisam a possível ligação do crime com a facção e com o esquema de lavagem de dinheiro.
“É uma situação em que ele (Gritzbach) estava exposto ali, vinha sendo ameaçado. Ele, nas duas vezes em que nós falamos com ele, acreditava que era alvo de integrantes do crime organizado. Porque ele é confesso em falar que agiu lavando dinheiro para o PCC. Já era alvo de processo junto ao Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) por essa lavagem de dinheiro. Ele sabia muita coisa do PCC, sabia onde estavam colocando esse dinheiro”, disse Ivalda Aleixo, diretora do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), em entrevista ao Brasil Urgente.



